Técnicos da Adepará são capacitados para monitorar população de morcegos

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A Adepará, em parceria com o Programa Estadual do Controle da Raiva dos Herbívoros do Instituto Mineiro Agropecuário (IMA), realizou entre 26 e 29 de agosto último, em Santarém, treinamento de atualização e capacitação sobre biologia, captura, taxidermia de morcegos hematófagos e coleta de material encefálico, para diagnóstico de doença nervosa, como a raiva ou encefalopatia espongiforme bovina, popularmente conhecida como doença da “vaca louca”.

Foram capacitados 20 servidores da Adepará, entre médicos veterinários e técnicos das regionais de Santarém, Altamira, Itaituba, Novo Progresso, Almeirim e Oriximiná, além de acadêmicos de medicina veterinária da Universidade da Amazônia, em Santarém.

Os morcegos são muito importantes para o ecossistema, sendo responsáveis pelo controle da população de insetos, roedores, flora, dentre muitos outros benefícios. Seu desaparecimento poderia resultar em um desequilíbrio de grandes proporções na natureza. Os hematófagos, especificamente, se alimentam exclusivamente de sangue, por conta disso, são conhecidos como “morcegos vampiros”.

“Os morcegos hematófagos, infectados com o vírus da raiva, podem transmiti-la para os animais e pessoas. Esse vírus mata! Em todo o Pará, esse ano, tivemos dez casos confirmados de herbívoros com raiva”, informa a médica veterinária da Adepará, Arlinéa Rodrigues, coordenadora do Programa Estadual do Controle da Raiva dos Herbívoros.

A transmissão se dá quando a saliva do hematófago infectado entra em contato com outro animal ou com o ser humano, por meio da mordida ou ferida aberta. Por isso, o contato com qualquer tipo de morcego dever ser evitado.

“O principal a fazer é evitar ocupar o habitat do morcego, não construir casas dentro das matas e, se construir, se assegurar de que não haverá portas para que ele entre na residência. É fundamental, também, que o cidadão avise os técnicos da Adepará mais próxima em caso de espoliações por hematófagos em outros animais. Os morcegos fazem parte do nosso bioma e são fundamentais, então, não devemos matá-los, mas sim controlar a sua população”, acrescenta Arlinéa Rodrigues. A espoliação é quando o morcego se alimenta do sangue de outros animais.

A educação sanitária, através da conscientização dos produtores rurais e crianças nas escolas, a caracterização de área de risco, ação continuada ao cadastramento de abrigos, capturas de morcegos hematófagos, atendimento a notificações e vigilância ativa.

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