Corte com metal enferrujado pode causar tétano? Mito ou verdade?

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Já diziam nossos pais e avós: “se pisar no prego vai ‘pegar’ tétano”. Se o metal estiver enferrujado, o risco é ainda maior. Mito ou verdade? O alerta não deve ser totalmente descartado, mas, também, não pode ser levado ao pé da letra. Segundo o infectologista Carlos Alessandro Pla Bento, o fato de um metal estar oxidado não muda em nada o risco de contaminação pela bactéria Clostridium tetani – causadora do tétano. O problema é a perfuração da pele, que pode abrir caminho para a entrada dos esporos do micro-organismo. Portanto, o risco de ser infectado é o mesmo seja por um corte com prego ou espinho.

O tétano é uma doença com elevada taxa de mortalidade, mas que pode ser facilmente prevenida por meio da vacinação. As bactérias que causam o problema vivem habitualmente no solo, em objetos ao ar livre, plantas e fezes de mamíferos. “Elas têm a capacidade de se transformar em esporos, podendo sobreviver sem depender de um ser vivo, esperando o momento de entrar em nosso organismo”, explica o infectologista.

Toda vez que sofremos um corte, nossos tecidos ficam expostos à contaminação por esse tipo de micro-organismo. A bactéria é mais ativa em locais de pouco oxigênio, por isso, quanto mais profundo for o ferimento, maior é o risco de contrair tétano. A doença pode ser causada até mesmo por uma frieira, conforme explica Carlos Alessandro.

Prevenção
A vacinação contra o tétano começa antes do primeiro ano de vida, com três doses da vacina tríplice, que imuniza contra o tétano, a coqueluche e a difteria. A criança volta a receber outra dose aos cinco anos de idade. Depois a imunização acontece a cada 10 anos, pelo resto da vida.

Em caso de ferida na pele, é importante confirmar a data da última dose da vacina. Se for um corte pequeno, a imunização nos últimos 10 anos é suficiente. Em caso de perfurações mais profundas, a pessoa precisa ter sido vacinada, pelo menos, nos últimos cinco anos.

Doença rara

Segundo dados do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, ocorrem cerca de mil casos de tétano a cada ano. A doença afeta os nervos e causa contrações musculares doloridas, especialmente na mandíbula e no pescoço. Isso pode comprometer a capacidade de respiração, chegando a causar morte. Não há cura. O tratamento é para amenizar os sintomas.

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