Conheça a técnica LPF, que promete barriga negativa

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Mônica Diniz, 50 anos, conta que, antes de praticar o low pressure fitness (LPF), não sabia respirar corretamente. Hoje, além da melhora na respiração e na postura, ela já eliminou 63 quilos em um ano e quatro meses — aliando esse método de regularização da pressão abdominal a atividades de musculação, dança do ventre, circuito funcional e alimentação de baixíssima caloria.

Para a psicóloga, ela é a prova viva que sair do piloto automático e ir além do básico inspirar-expirar pode ser um diferencial para o bem-estar e ainda ajudar na redução de medidas. Pensando nisso, o LPF, método recente nas academias, combina exercícios de respiração e postura para ativar aquela “barriga chapada”.

Quem pratica LPF precisa atentar aos tempos para inspirar e expirar. O abdômen, as pernas e os braços ficam contraídos durante quase todo o tempo, com a força do próprio corpo. O indivíduo também chega a prender a respiração por alguns segundos. De acordo com a fisioterapeuta e professora de LPF Grisiela Santos, o uso da apneia expiratória alonga o diafragma, um dos músculos responsáveis pela respiração, e permite uma melhora do funcionamento do corpo de maneira global.

A especialista explica que o método surgiu na década de 1980, com o intuito de reabilitar mulheres no pós-parto. Nos dias de hoje, adaptada, a técnica mescla princípios do RPG (Reeducação Postural Global) e da ioga. A influência dessas modalidades no LPF fica nítida nos trabalhos de flexibilidade que são exigidos durante a prática e na sensação de relaxamento quando se respira profundamente.

Dessa forma, serve como mecanismo para acalmar o corpo e a mente depois de atividades mais estimulantes, como dança e musculação. “Ao final da sessão, os praticantes ficam mais quietinhos e têm um momento para eles. Isso é importante porque não adianta se doar na prática, mas levantar direto, sem tomar alguns segundos para respirar com atenção”, diz a professora.

Mudança de vida

“Havia alguns anos que eu estava totalmente sedentária. Gordinha desde criança, a obesidade foi só aumentando. Mas desde o início dessa jornada, tenho me desafiado. E fazer o LPF é um desafio a mais”, relata Mônica. O contato com a modalidade, no caso dela, teve início há seis meses, quando a professora Grisiela sugeriu uma atividade leve de LPF por questão postural. Para fortalecer o abdômen, Mônica também entrou na dança do ventre. Tomou gosto e, com os resultados aparecendo, decidiu se dedicar a sessões de abdominais.

Na clínica em que Mônica é paciente, o LPF virou aula fixa na grade há pouco mais de duas semanas. E em 15 dias frequentando assiduamente as aulas, Mônica já perdeu quatro centímetros de cintura. Mais que mudança estética — é possível diminuir de três a 12 centímetros da circunferência com o método, segundo especialistas —, o LPF tem uma lista extensa de benefícios para a saúde.

A técnica age diretamente no tônus muscular, aumenta os níveis de oxigenação corporal e consegue equilibrar as pressões das cavidades do corpo. De acordo com Grisiela, o método também promove diminuição da diástase abdominal — comum em mulheres com mais de 35 anos que tiveram filhos —, melhora do trânsito do intestino, diminui dores na coluna vertebral, melhora a circulação sanguínea e até a função sexual. E, como fortalece o assoalho pélvico, trata casos de incontinência urinária de esforço (IUE), que é a perda involuntária de urina pela uretra.

Silhueta

O personal trainer Gustavo Loureiro, especialista em treinamento desportivo, explica que as respirações hipopressivas já são desenvolvidas há anos e vêm ganhando a atenção do público. Orientando treinamentos, o personal percebeu essa metodologia e passou a adaptar exercícios com essa mesma lógica para os alunos.

De acordo com o especialista, o LPF é vantajoso porque desenvolve os músculos internos do corpo, que são pouco trabalhados com exercícios abdominais mais comuns, que pegam os músculos mais superficiais. Os ângulos em que o corpo fica também são um diferencial. Por isso, o método ajuda na perimetria abdominal. “A máxima da barriga chapada é realmente algo positivo. Mostra que a pessoa tem pouca gordura visceral, que é o acúmulo excessivo de gordura na região”, acrescenta.

CUIDADOS NECESSÁRIOS

O método é pouco agressivo, mas alguns pontos pedem atenção:

É primordial iniciar com posições mais básicas, para pegar o jeito, entender a resistência e a consciência necessárias.

É interessante que indivíduos com problemas ósseos, que tenham alguma dificuldade em permanecer em determinadas posições ou gestantes fiquem em observação durante a prática. Essa instrução serve também para pessoas com vasovagal, para evitar mal-estar.

Apesar de trazer resultados, o método requer, sim, atividades complementares com carga, como musculação.

 

Fonte: Gustavo Loureiro, personal trainer

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