Combate à Violência contra a Mulher é tema seminário em Juruti

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Italo Brum

Mais de cem mulheres da cidade e comunidades de Juruti, participaram do segundo “Seminário de Combate à Violência contra a Mulher – Saber… Unir… Coragem!
O Projeto “Mulheres de Fibra”, desenvolvido pelo Instituto Puxirum da Amazônia (IPUAM), em parceria com o Conselho Municipal do Direito da Mulher (CMDM) e a Rede de Mulheres da Alcoa (AWN), iniciativa apoiada pelo Instituto Juruti Sustentável (IJUS).

Nos meses de agosto e setembro o grupo de profissionais voluntários de diversas áreas de Juruti se uniram e desenvolveram oficinas em quatro pólos rurais de Juruti: Juruti Velho, Castanhal, Tabatinga e São Pedro. Atingindo um público total de 700 pessoas.

O Seminário de ontem teve como objetivo empoderar mulheres que serão multiplicadoras em sua região, onde foi estabelecida a CARTA ROSA, documento com compromissos de luta e as recomendações propostas como resultado dos painéis temáticos realizados, com os seguintes eixos: Empoderamento Feminino, Garantia de Direitos, Ações Afirmativas, Prevenção e Educação.

As diversas organizações presentes, como poder público, polícia militar, e as entidades civis reafirmaram o compromisso de implementar os eixos dos painéis. Entre as 16 propostas levantadas, destaca-se: “Implantar e fazer funcionar uma Casa de Apoio e Acolhimento às Mulheres Vítimas de Violência”, “Implementar o Selo Rosa reconhecendo instituições com 50% de mulheres no efetivo”,  Garantir uma secretaria executiva no Conselho Municipal do Direito da Mulher e instituir duas conselheiras em cada pólo, assegurando rede de atendimento na zona rural”, “Implementar ações de prevenção com foco nas famílias e escolas, considerando jovens e adultos, promovendo a equidade e os Direitos Humanos”.

Hoje o projeto está com 50 facilitadores, são professores, profissionais de empresas locais, e 150 multiplicadores. Mulheres em quase sua totalidade. “Nas oficinas em cada Pólo, levamos informações, as leis, a porta de entrada, pra quem está precisando de ajuda saiba onde e como recorrer”. Afirmou Ester Pires, Coordenadora do projeto e IPUAM. Ester destacou como foi essa experiência pessoal pelo projeto “Foi emocionante, ver a reação de muitas mulheres, saber que podem viver de forma digna sem abusos e ter uma nova perspectiva de vida”.

Maria Lúcia Souza dos Santos, da comunidade Café Torrado, fala sobre sua experiência de fazer parte desta rede de mulheres, ela tornou-se uma das multiplicadoras “Agora conheço os nossos diretos. Muitas vezes a mulher passa por vários tipos de violência, e as vezes por não termos o conhecimento, nem saber que é um tipo de violência. Entendemos como devemos agir diante da violência, mesmo a psicológica. Irei ajudar juntamente com muitas outras mulheres”, afirmou Maria.

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